sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Graças ao Pinto


Quando era criança, um dos meus passeios preferidos era ir ao supermercado com minha mãe. Tinha a preferência pelo Supermercado Alô Brasil, onde podíamos adquirir churros e pipoca na saída, além poder levar um pintinho para casa. Sim, ficava uma moça na porta com uma caixa cheia de pintinhos piantes. Era a granja que desejava executá-los, mas preferia dar esta chance aos animais. Em um desses passeios consumistas, minha mãe deixou eu levar um para casa. Feliz! Acho importante uma criança interagir com animaizinhos ternura.

Cheguei em casa e alimentei a avezinha amarela. Com o tempo ela foi desbotando e crescendo. Seu tom era amarelo pastel em um dia que ele estava arisco e não queria interagir com meu ser. Moro em uma casa de esquina e tem um corredor que faz divisão da minha casa com o muro da rua. O "médio" fujão, saiu correndo e entrou neste corredor. Parecia um avestruz pela velocidade que ele alcançava ao correr de mim. Não foi diferente neste dia. Eu, Arian Power que sou, estava determinada a capturá-lo. Ao chegar no fim do corredor, ele voou por cima da minha perna e escapuliu. Chocada! Meu pintinho voava! Seu primeiro vôo. Viiva Ícaro! Mas na verdade, Alah que mandou o ser interagir com o ar! Ao me irritar com a fuga, me virei e persisti em sua prisão braçal. Continuei a busca pelo caminho inverso no corredor, quando entra um carro logo atrás de mim. O carro perdeu o controle ao fazer uma curva ou sei lá o que, que esse motorista ensandecido fez. Sei que ultrapassou o muro do meu lar e quase entra na casa. Pior! Quase me pega. Graças a ave desbotada, ele não em atingiu! O herói do dia foi apreciado por toda a família!

Com o tempo, ele foi ficando mais bravo e suas penas estavam bem brancas. Não tinha evoluído tanto no seu tamanho. Mas já estava impossível brincar com ele. Meu amor era o mesmo, mas não rolava interação. Um dia, percebi que teríamos frango no almoço. Desconfiada, comecei a questionar minha família, querendo saber coisas do tipo preço do produto, local de compra, onde estava o plástico do frango que haviam comprado... Tava rolando cotocagem nas respostas. Percebi que o tinham que pensar para responder. Saí ensandecida rumo ao quintal, até minha avó me barrar e vir com o papinho de que o pintinho já era grande e que ele voou por cima do muro em busca de liberdade. Filha de Gepetto! Acho q voar pelo muro foi o que ele tentou antes de ir para o céu dos frangotes!

Atualmente não como frango caipira. Sei que sua carne é mais avermelhada e que pode ser o pinto de alguém. Um pinto salvador que muito fez pela vida de uma criança!

2 comentários:

Anônimo disse...

akakakakkakakkakakakkaakakakkakakakkakakakkakaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaakakkakakakkakakkakakka ótimo!

Unknown disse...

hhahahahahahaha... esse blog é o melhor do mundo! hahahahaha....